Livraria

QUE HORAS ELA VOLTA?

Klaxon Cultura Audiovisual

2019, 192 p.

 

R$50,00

 

O maior privilégio é o de nem mesmo precisar pensar nos seus privilégios”. Esta frase, referindo-se aos brancos, foi dita durante um debate histórico sobre racismo, ocorrido em 2015, no Itaú Cultural, por um jovem negro da periferia de São Paulo que estava na plateia. Que horas ela volta? retrata o momento em que esse privilégio do privilégio foi arrancado da classe média brasileira. O momento delicado, tenso como um varal de roupas bem esticado, que acontecia dos muros para dentro das casas, ou da porta para dentro dos apartamentos. O momento que seria determinante para tudo o que aconteceria nos anos seguintes no Brasil.

 

Anna Muylaert, com seu olhar afiado (não como faca, mas como agulha) para as subjetividades que fazem rodar o mundo objetivo, percebeu – e contou – essa história. Que horas ela volta? não é apenas um ótimo filme e um ótimo roteiro. É um filme e um roteiro que retratam o tempo que pariu outros tempos. Se, no início dos anos 2000, Cidade de Deus, de Fernando Meirelles e Kátia Lund, deu notícias do país que não tinha mudado, apesar da volta da democracia e das ambições da Constituição de 1988, Que horas ela volta? é o filme icônico do momento em que a tensão racial e social ocultada no Brasil por tantas falsificações ao longo das décadas foi exposta ao sol do verão em toda a sua gloriosa monstruosidade.

 

Eliane Brum

ELISEO EM 100 PERGUNTAS

 

JULIO ROJAS

Klaxon Cultura Audiovisual

2018, 124 p.

 

R$60,00

 

“Uma conversa com Altunaga é uma aula de roteiro, de cinema, de vida e de conexões culturais. As suas classes estão sempre lotadas, com ouvintes, com outros professores, mergulhados no vaivém das suas palavras. Palavras furiosas, irreverentes, exatas, permanentes. Este livro é o registro de uma série de conversações que mantivemos entre 2009 e 2016 em diferentes locais: desde a sua casa em Havana, passando pelo “El Rapidito” (o emblemático café da EICTV), até em casa em Santiago do Chile, hotéis, cafés e reuniões via skype. Assim, fui capturando as palavras de Eliseo. Pouco a pouco. Em fragmentos. Durante anos. Este não é um livro sobre roteiro, nem tem essa pretensão. É um livro sobre a paixão de um homem pelo cinema, pelo roteiro, pelos filmes e pela vida. Eliseo Altunaga nunca levou material escrito, nem nada preparado para os nossos encontros. Espero que ao ler este livro tenham a sensação de estar tomando um café com o Mestre, deixando-se levar pelas suas palavras e pelos labirintos conceituais do seu universo cheio de sabedoria, cinema e vida.”

Julio Rojas

ANIMAÇÃO BRASILEIRA – 100 FILMES ESSENCIAIS

 

GABRIEL CARNEIRO E PAULO HENRIQUE SILVA (ORG.)

Grupo Editorial Letramento

2018, 399 p.

 

R$79,90

 

“Um tributo ao talento, à criatividade e à capacidade de superação de nossos animadores pelo que já realizaram e por aquilo que ainda virão a realizar.” Paulo Mendonça – Diretor Geral do Canal Brasil

“O conteúdo de animação, por sua habilidade em dialogar com a infância, desempenha um papel essencial na construção de referenciais identitários, atuando na dimensão simbólica da cultura e, ainda, contribuindo para o desenvolvimento e sustentabilidade do setor audiovisual como um todo, pois oferta às novas gerações conteúdos audiovisuais ricos e diversificados, assim como personagens e produtos de alto valor.” João Batista Silva – Secretário do Audiovisual

“Essa lista com 100 filmes, ordenada apenas alfabeticamente, foi encaminhada para a Abraccine, que ficou à vontade para acrescentar mais filmes e colocar em ranking. O resultado desse trabalho é o livro Animação brasileira: 100 filmes essenciais, que reúne críticas e ensaios numa obra que que deve ajudar a preservar a história e memória da animação brasileira.” Arnaldo Galvão – Conselho da ABCA – Associação Brasileira de Cinema de Animação